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EMPRESÁRIOS, UTENTES E SINDICATOS EXIGEM ABOLIÇÃO DAS PORTAGENS NA A23

Escrito por RCM/Lusa em 2017-06-26 14:30:29

EMPRESÁRIOS, UTENTES E SINDICATOS EXIGEM ABOLIÇÃO DAS PORTAGENS NA A23

Empresários, utentes e sindicatos da Beira Interior anunciaram hoje que vão avançar com acções comuns pela abolição das portagens na A23 e reivindicaram que o próximo Orçamento do Estado já contemple essa situação ou uma nova redução.

"Pensamos que agora há condições para que se extingam as portagens ou, pelo menos, para que se reduzam significativa e gradualmente, até à abolição", afirmou José Gameiro, presidente da Associação de Empresarial da Beira Baixa.

Este responsável falava numa conferência de imprensa realizada hoje na Covilhã, distrito de Castelo Branco, na qual também marcaram presença porta-vozes da Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, da União de Sindicatos de Castelo Branco e do Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior.

Depois de criticarem o facto de estarem há quase ano e meio à espera de uma resposta ao pedido de audiência feito ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, também explicaram que, para já, vão manter a via do diálogo, mas não deixam de avisar que a "paciência tem limites" e admitem endurecer a luta.

Segundo explicaram, foi novamente solicitada uma reunião ao ministro da tutela, bem como à Comissão Parlamentar de Obras Públicas, e que será dirigido um convite aos grupos parlamentares na Assembleia da República para se deslocarem ao Interior, de modo a ficarem a conhecer no terreno a realidade e os prejuízos causados pelas portagens.

Entre os argumentos que serão apresentados está o do custo de mobilidade que os utentes têm de enfrentar sempre que se deslocam ou o do valor da "factura extra" que as empresas do Interior tiveram de passar a incluir no seu plano de negócios devido aos custos com as portagens.

"Não é comportável para o desenvolvimento do território que haja empresas que no fim do ano, somando os gastos, tenham um gasto maior com as portagens do que têm com o IRC. E isso acontece, não é história"", afirmou José Gameiro.

Salientando que a redução de 15% implementada pelo actual Governo não é suficiente e reiterando que a única medida que serve a região é a da abolição das portagens, estas entidades mostram, contudo, abertura a reduções progressivas, até à extinção.

A expectativa é a de que o próximo Orçamento do Estado já contemple, pelo menos, uma nova redução, conforme explicou Marco Gabriel, da Comissão de Utentes da A23, frisando que a "recuperação económica que tem sido alcançada no país tem que ser posta ao serviço das populações".

Para o coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco, Luís Garra, é hora "de fazer justiça" a esta zona do país, "revogando medidas que nunca deveriam ter sido tomadas" e "contemplando as tais medidas de discriminação do Interior, que são sempre muito faladas, mas que depois não são concretizadas".

O sindicalista mostrou-se ainda preocupado com os alegados despedimentos que a Scutvias (concessionária da A23) estará a proceder e que deverão abranger 20 funcionários: "É mais uma razão para que o Governo de uma forma estrutural pegue na questão das parcerias público-privadas nesta matéria para reequacionar todo o processo e tomar as medidas que se impõem".

Em nome do Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior, Luís Veiga, lembrou o facto de a região ter um rendimento per capita inferior ao da média nacional, defendendo, por isso, que têm de ser tomadas medidas para inverter os números, a começar pela questão da mobilidade.

Enumerando medidas que podem ser tomadas a esse nível, Luís Veiga também apelou para que haja decisões a curto prazo, até porque, "a paciência tem limites".

"Estamos a chegar a um ponto em que a tolerância está ser posta em causa. E quando a tolerância acaba teremos de ir mais longe e teremos de apontar baterias noutras direcções, nomeadamente para a desobediência civil", avisou.

Segundo admitiram, caso não haja respostas positivas e caso o Orçamento do Estado não venha a contemplar qualquer medida, a luta poderá vir a endurecer e todas as possibilidades estão colocadas em cima da mesa, desde manifestações, a buzinões ou até a boicotes.

A autoestrada da Beira Interior (A23) é uma antiga Scut (via sem custos para utilizador) que permite a ligação entre Torres Novas e a Guarda, e que atravessa os distritos da Guarda, Castelo Branco, Santarém e Portalegre.

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A MORTE DAS RÁDIOS LOCAIS

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Escrito por LUSA em 2017-09-25 12:05:59

A MORTE DAS RÁDIOS LOCAIS

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está pessimista e "muito preocupado com o panorama do jornalismo em Portugal" e aconselhou cuidado numa eventual intervenção do Estado a apoiar os 'media' em crise.   O debate era sobre o futuro do jornalismo, e decorreu no passado sábado, nos jardins do Palácio de Belém, em Lisboa, numa conversa entre jornalistas, Clara Ferreira Alves, Isabel Lucas e Paulo Moura, moderada por outro jornalista, Carlos Vaz Marques.   Sentado na quinta fila, entre a assistência, Marcelo Rebelou de Sousa pediu a palavra para fazer uma intervenção em que alertou para os muitos riscos que o jornalismo atravessa, seja por culpa das novas tecnologias, da crise económica ou das transferências para estrangeiros de empresas portuguesas.   Assistiu-se, enumerou, à "multiplicação" e "à morte das rádios locais", as que não se associaram "em cadeias", à crise da imprensa não diária, à da imprensa diária e, mais recente, à das televisões.   A última crise económica, admitiu, "teve efeitos devastadores", o negócio no ‘online’ nem a TV por cabo, por exemplo, compensou as perdas nos media tradicionais.   Marcelo Rebelo de Sousa apontou uma dificuldade para Portugal, que não dispõe de muitas fundações, ou mecenas, que apoiem o jornalismo.   E recordou a precarização, os baixos ordenados e perda de condições e meios dos jornalistas e das redacções ao longo dos últimos anos.   Chegados aqui, disse o Presidente, "a situação é crítica", em que se chega a admitir, como aconteceu durante o debate, com Clara Ferreira Alves e Paulo Moura, que o Estado tenha um papel de apoio à comunicação social em crise.   Pode chegar-se a "situações que não são boas para a democracia", face à "degradação ou esvaziamento do papel do jornalismo", alertou.   Em primeiro lugar, devem ser os jornalistas a tentar dar respostas ao problema, mas depois "há uma responsabilidade pública, do poder político, em si mesmo".   Uma responsabilidade que, acrescentou, pode ser feita "com todas as precauções". "Porque quando o poder político é chamado a intervir não resiste a intervir com uma mão pesada. E a pretexto de salvar a liberdade, pode não o fazer", afirmou, entre sorrisos, embora tenha dado o bom exemplo da RTP, em que o Estado está presente "respeitando o pluralismo e a liberdade de informação".   Em todo este processo de crise, a transferência para mãos estrangeiras de empresas portuguesas, sejam ou não de comunicação social, também tem as suas implicações. Implicações que, exemplificou, chegam à comunicação social "pela via publicitária ou pela via da influência nos operadores ou por influência da disputa da propriedade da comunicação social".   O problema é mais vasto, deve implicar o empenhamento dos jornalistas e da sociedade em geral e Marcelo Rebelo de Sousa expressa algum pessimismo.   "Temo que, a não generalizar-se o debate e a não ser levado a sério pelos jornalistas e pela sociedade como um todo, se chegue muito tarde", disse, e terminou a sua intervenção com a frase "era só isto que eu queria dizer".   LUSA  

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Escrito por RCM em 2017-09-21 11:33:06

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FESTIVAL DOS CAMINHOS DA TRANSUMÂNCIA ANIMA ALPEDRINHA

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Escrito por LUSA em 2017-09-14 15:54:05

FESTIVAL DOS CAMINHOS DA TRANSUMÂNCIA ANIMA ALPEDRINHA

A vila de Alpedrinha, no concelho do Fundão, recebe de sexta-feira a domingo mais uma edição do Chocalhos - Festival dos Caminhos da Transumância, que mantém a aposta na diferenciação e qualidade. "Queremos passar do tempo em que se falava essencialmente no elevado número de participantes para um tempo em que o destaque se prende com a qualidade, a fruição e o grau de satisfação que os visitantes podem tirar da variadíssima oferta que se lhes apresenta", referiu, em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal do Fundão, Paulo Fernandes. Organizado em parceria pela autarquia e pela Junta de Freguesia de Alpedrinha, este festival dedica grande atenção à temática da pastorícia e à rota que, outrora, os pastores tinham de fazer para procurarem novas pastagens para os rebanhos. Uma tradição que todos os anos é recriada neste festival, com a realização de uma caminha acompanhada por um rebanho e na qual se faz a ligação entre o Fundão e Alpedrinha, percorrendo um trilho da Serra da Gardunha, que este ano foi dizimada por um violento incêndio.

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CAPELA EM IDANHA-A-NOVA COM FORMATO DE TENDA ISPIRADA NO LENÇO ESCUTISTA

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Escrito por MadreMedia / Lusa em 2017-09-12 13:45:25

CAPELA EM IDANHA-A-NOVA COM FORMATO DE TENDA ISPIRADA NO LENÇO ESCUTISTA

Os arquitectos e antigos escuteiros Pedro Ferreira e Helena Vieira são os autores do projecto da nova capela construída no Campo Nacional de Actividades Escutistas (CNAE), no Monte Trigo, em Idanha-a-Nova. "Para além do formato de tenda, as formas apontam também para o próprio lenço escutista e o modo como este assenta no pescoço", explica, em comunicado, Helena Vieira. A arquitecta realça ainda os sentimentos potenciados pelo lugar: "A protecção, o encontro, o silêncio perante a paisagem, tudo é espectacular perante este sistema de vistas tão interessante". O projecto pretende valorizar o ambiente intimista do local, aliado ao espírito escutista de comunhão com a natureza, sendo que a nova capela encontra-se no Campo Nacional de Actividades Escutistas (CNAE) em Idanha-a-Nova e teve a sua cerimónia de dedicação durante o 23.º acampamento nacional de escuteiros (ACANAC). Este novo templo, dedicado a Nossa Senhora de Fátima, assenta numa estrutura de madeira, símbolo também das construções dos escuteiros, protegida apenas por um revestimento em zinco escuro.

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FESTIVAL DE TEATRO AJIDANHA ATÉ 17 DE SETEMBRO NO CONCELHO DE IDANHA-A-NOVA

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Escrito por RCM em 2017-09-12 13:43:53

FESTIVAL DE TEATRO AJIDANHA ATÉ 17 DE SETEMBRO NO CONCELHO DE IDANHA-A-NOVA

Idanha-a-Nova recebe até 17 de setembro mais uma edição do Festival de Teatro Ajidanha. Aproximar a cultura do público continua a ser a aposta deste festival, com a realização de espectáculos em palcos espalhados por Idanha-a-Nova, nomeadamente na sede de concelho, em Medelim, na Aldeia de Santa Margarida, em São Miguel D’Acha e no Ladoeiro. Serão apresentadas nove peças de sete companhias oriundas da Madeira, Esposende, Esmoriz, Lagos, Pombal, da Galiza e de Lanzarote. Destaque ainda para o concerto musical de abertura e para a exibição do filme “O Canto do Galo”, do realizador Ramón de los Santos. A segunda semana do festival prossegue com "O Anexo" (Ajidanha) dia 11 em Idanha-a-Nova; "Até ao Canto do Galo" (filme de Ramón de los Santos) dia 12 em Idanha-a-Nova; "La Novia de D. Quixote" (EME2) dia 13 em Idanha-a-Nova; "Posta de Leitão" (stand-up comedy) dia 14 na Aldeia de Santa Margarida; "Gaviotas Subterraneas" (Comik Teatro) dia 15 em Idanha-a-Nova; "As Minhas Sogras" (Teatro Renascer de Esmoriz) dia 16 no Ladoeiro; e "O Lobo Vermelho" (Teatro Experimental de Lagos) dia 17 em São Miguel D'Acha. O Festival de Teatro da Ajidanha é uma organização conjunta da Ajidanha e da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, com o apoio das freguesias que recebem os espectáculos. O programa completo está disponível na internet em: www.ajidanha.com.

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