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CRÓNICA DE UM REGRESSO A TIMOR-LESTE

Escrito por Palmira Marques, em Dili - Timor-Leste em 2012-04-19 17:58:16

CRÓNICA DE UM REGRESSO A TIMOR-LESTE

“(Co)missão em Timor”ou “Laços Inesquecíveis”

“Na verdade não foram malfadadas

As horas que em Timor foram contadas.

Mesmo esta longa e morna solidão

Estes dias felizes de verdade

horas boas e más, nos ficarão

gravadas para toda a eternidade.”

(in pág,31, “Comissão em Timor” de Joaquim M. Fonseca )

 

Como ficou prometido aos microfones da Rádio Clube de Monsanto, aqui estou a enviar umas palavrinhas em jeito de “cronicando” como diria o meu amigo Mia Couto. Encontro-me pois, a escrever estas primeiras notas, hoje dia 13 de abril, sexta feira, no aeroporto de Singapura, onde cheguei às 16h e vou passar a noite para partir de manhã em direção ao aeroporto Internacional Nicolau Lobato, em Díli. O aeroporto de Singapura é muito bonito, cheio de luz e com pormenores graciosos e delicados como os jardins interiores onde florescem as mais lindas orquídeas ou lagos onde nadam gordos peixes vermelhos. Tem contudo este aeroporto uma particularidade que muito me intriga: o revestimento do piso a alcatifa, tornando este espaço um local silencioso demais para o meu gosto (quem imagina um aeroporto gigantesco com tal silencio?) Mas tem também uma agradável surpresa: para quem chega a Singapura e tenha amigos nesta cidade, pode contatá-los gratuitamente através das cabines telefónicas dispersas pelos 3 terminais do aeroporto.

Vou passar a noite em claro, lendo o livro de Joaquim M. Fonseca “Comissão em Timor” e tal como o título indica, o autor fez a tropa em Timor entre 1969/1971. Fala-nos ele da sua experiência na Ilha onde foi a “Voz de Portugal na Oceânia”, tal como agora é a ”Voz da Região Monsantina” com a diferença de que naquela época a sua voz só se ouvia em Timor e nos arredores e hoje, com a evolução da tecnologia, a Rádio Clube de Monsanto, escuta-se em todo o mundo através da internet. Ao longo das páginas, o autor relata-nos o seu dia a dia e explica situações que aconteceram. Digno de nota é que o autor para além de descrever o que foi acontecendo nesses 24 meses em Timor, traz ao de cima a veia poética de Joaquim M. Fonseca, deixando assim impresso no livro “Comissão em Timor”, poesia linda, sentida e espontânea.

Mais que uma vez ao longo do livro, refere o autor que “este povo (de Timor) gostaria de se manter ligado a Portugal”. Como a edição do livro data de 1976, com todos os acontecimentos que precederam a publicação, o autor viu-se na contingência de ter que incluir páginas dedicadas ao “Timor Leste como a 27ª Província da Indonésia” – ainda que com grande pena dele (e nossa!) – atualizando assim a informação com documentos de jornais da época. Uma obra que  está esgotada que mas terá interesse para os amantes daquele povo “que não permite que ninguém, mesmo inadvertidamente, pise a sombra da Bandeira Portuguesa!”

Bairro de Santa Cruz, Cidade de Díli aos 16 de Abril de 2012

Palmira Marques

 

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POUSADA DE MONSANTO VAI REABRIR EM MAIO

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Escrito por RCM em 2014-04-21 12:21:00

POUSADA DE MONSANTO VAI REABRIR EM MAIO

Segundo o “Jornal do Fundão” a Pousada de Monsanto vai reabrir em Maio enquanto unidade hoteleira de três estrelas com dez quartos. As obras para a remodelação do edifício, que rondaram mais de três milhões de euros, foram conduzidas pela Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, proprietária do edifício. A CMIN vai entregar a gestão, sob protocolo, à Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova. O Presidente do Município, Armindo Jacinto, disse ao “Jornal do Fundão” que também a Escola Profissional da Raia será parceira no funcionamento do hotel na Aldeia Histórica como forma de “melhor preparar os alunos nas áreas de hotelaria, restauração e turismo”.

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CELEBREMOS A ALEGRIA DA PÁSCOA

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Escrito por RCM em 2014-04-19 19:01:00

CELEBREMOS A ALEGRIA DA PÁSCOA

SANTA PÁSCOA PARA TODOS

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FESTA DA DIVINA SANTA CRUZ EM MONSANTO

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Escrito por RCM em 2014-04-15 08:48:18

FESTA DA DIVINA SANTA CRUZ EM MONSANTO

A aldeia histórica de Monsanto vai regressar à época medieval entre os dias 2 e 4 de Maio, durante a Festa da Divina Santa Cruz ou Festa do Castelo. Nestes dias decorrerão as mais variadas actividades, tais como recriações históricas e artes performativas, teatralização de rábulas e estórias, animação itinerante de personagens medievais como os cavaleiros templários, as bruxas ou os saltimbancos, muitos espectáculos, música e dança. Haverá ainda os melhores comeres e beberes tradicionais nas tasquinhas e mercado do burgo, bem como exposição de artefactos bélicos, panejamento e acampamento castrense. As festividades arrancam na sexta-feira, dia 2, com a recriação de uma ceia medieval. A animação prossegue, depois, a partir da tarde de sábado com um programa recheado de recriações históricas. Destaque para um cortejo régio pelas ruas do burgo, o adubamento dos Cavaleiros Templários das Idanhas, a venda de escravos e cativos, uma ceia medieval, um concerto de músicas e danças medievais e um espectáculo de malabares de fogo. Monsanto acorda ainda em festa na manhã de domingo, com um concerto na Igreja, pelas 10 horas, onde ecoará música moçárabe e sefardita interpretada por Eduardo Ramos. Ao longo do dia continuam as teatralizações de tradições medievais e realizam-se provas de tiros com arco e torneios de armas no Castelo. Haverá ainda Eucaristia na Igreja Matriz, pelas 13 horas, seguida de procissão, e dois momentos musicais protagonizados pelo Rancho Folclórico de Monsanto, de manhã à porta da Igreja e à tarde no Castelo. A tradição cumpre-se com o lançamento do pote, pelas 16h00. O evento termina com um concerto de música e danças mouras, agendado para as 19 horas.

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ADUFEIRAS DE MONSANTO - Encomendação das Almas

25 DE ABRIL – 40 anos

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Escrito por RCM em 2014-04-11 12:21:51

25 DE ABRIL – 40 anos

Estava a Assembleia da República no bom caminho, com umas comemorações do 25 de Abril austeras mas dignas, quando, mais uma vez por inabilidade verbal, volta a repetir-se este ano a querela Parlamento-Militares de Abril. Há três anos, a Associação 25 de Abril pôs como condição para estar presente ter direito à palavra. Isso não sucedeu, nem nesse ano nem no seguinte. Este ano, o convite repetiu-se e a condição idem. A Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, achou por bem dizer que “o problema é deles”; e Vasco Lourenço, Presidente da Associação, respondeu dizendo que “o problema está resolvido”. Ou seja, não irão. Mas, na verdade, nem o problema é “deles” nem está resolvido. Navega sobre as nossas cabeças, sem que, até à data, que se saiba, tenha sido levado formalmente a conferência de líderes. E, já agora, o problema é “nosso” e, por via do voto, dos deputados que elegemos. Não deveriam ouvi-los?

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