A história de um Rádio Amador

Se amador é fazer por amor então o Dr. Joaquim Manuel da Fonseca, fundador e director da Rádio Clube de Monsanto (RCM), é um verdadeiro amador. De facto, o percurso da RCM jamais poderá ser dissociado do trabalho e dedicação do seu director. O Dr. Joaquim Manuel da Fonseca ajudou a construir a história desta estação, principalmente porque a ele se ficou a dever o seu nascimento e engrandecimento. Apesar de ter exercido durante muitos anos a actividade de docente, a paixão pelos meios de comunicação social e em especial pela rádio falou sempre mais alto.

Em 1962, tornou-se locutor produtor da Rádio Altitude da Guarda, cidade onde fez os seus estudos secundários.

Já em 1969 parte para Timor, em serviço militar, onde permanece até 1972 e aí exerce, também, várias actividades no domínio do ensino e no da comunicação social, nomeadamente ao serviço da Emissora Oficial em Dili.

De regresso à metrópole foi docente, intercalando a sua actividade profissional com a publicação de alguns livros e com actividades políticas ( foi eleito, em 1979 , Vereador da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova).

Radicado em terras de Monsanto dinamiza e organiza várias actividades ligadas ao folclore e outros valores culturais. Em 1984 é eleito Presidente da Direcção da Casa do Povo de Monsanto, onde ainda exerce essa função. É, desde 1996, o Director Executivo do grupo de música tradicional “Adufeiras de Monsanto” .

Quanto à sua ligação ao meio radiofónico, torna-se em 1984 co-fundador da Associação de Radioamadores da Beira Interior, sendo posteriormente eleito presidente da Direcção da referida associação.

É em 1985 que funda a RCM para a “defesa e promoção da música portuguesa e dos valores tradicionais”. Desde então mantém-se como presidente da Direcção desta popular estação emissora. Em 2003 adquire a totalidade da quota da sociedade “Monsantorádio”, proprietária do Alvará da RCM, ficando seu sócio único e Gerente Executivo.

Fez numerosas entrevistas radiofónicas a entidades e individualidades da vida política e cultural, como: os escritores Fernando Namora, Odette de Saint Maurice e Fernando Reis, o Pintor Mestre José Manuel Soares, o actor Fernando Curado Ribeiro, diversos Presidentes de Câmaras Municipais do distrito de Castelo Branco, o Professor Dr. Aníbal Cavaco Silva, o Eng.º. Eurico de Melo, o Professor Dr. José Hermano Saraiva, o Dr. Arons de Carvalho, o Director do Teatro S. João e Encenador Dr. Ricardo Pais, Henrique Mendes , Professor António Frade, etc.

Foi ainda colaborador de vários jornais, tais como: “Luz da Beira”, “Correio da Beira”, “A Guarda”, “Raiano”, “Reconquista”, “Notícias da Covilhã”, entre outros.

Esta vasta experiência profissional, que não se reduz a uma área em particular, constitui sem dúvida uma mais valia para a RCM. Assim, nem só a RCM está de parabéns como também o seu director pelos anos de dedicação e trabalho investidos na radiodifusão sonora ao longo de mais de quatro décadas .

 

Sofia Carla Pires Tavares

FEIRA RAIANA EM IDANHA-A-NOVA

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Escrito por RCM em 2019-03-20 13:02:51

FEIRA RAIANA EM IDANHA-A-NOVA

IADNHA-A-NOVA ACOLHE MAIS UMA EDIÇÃO DA FEIRA RAIANA

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NOVO ANO – MELHORES DIAS PARA AS RÁDIOS LOCAIS?

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Escrito por RCM em 2018-12-31 16:34:21

NOVO ANO – MELHORES DIAS PARA AS RÁDIOS LOCAIS?

  Sendo a radiodifusão um serviço cultural de interesse público não tem merecido o devido reconhecimento pelo Estado Português, sendo até praticamente ignorado nos últimos anos.  Poderá dizer-se numa óptica optimista que o sector está estabilizado, mas também não será incorrecto afirmar que ele se encontra estagnado. É bom ter a noção da realidade. O Estado parece apostado na “morte lenta” das micro e pequenas empresas, onde se incluem a maioria das rádios portuguesas. Foi, aliás, aproveitando as leis desfavoráveis para as rádios, mas altamente benéficas para os representantes do direito de autor e direitos conexos, que a PassMúsica desencadeou uma ofensiva perante as rádios locais para além de tudo o que é razoável. Continua a ser correcto e actual afirmar-se que as rádios locais se encontram confrontadas com quatro grandes ameaças: 1. Ofensiva da PassMúsica, referente aos direitos conexos; 2. Constrangimentos causados pelo Estado, nomeadamente, excesso de regulamentação, regulação e fiscalização; 3. Dificuldades de mercado, causadas pela crise económica, sem perspécticas de regressão; 4. Concorrência de novos meios tecnológicos, através da internet. A Rádio Clube de Monsanto desde sempre tem sobrevivido com graves dificuldades financeiras e carência de recursos humanos, próprias duma aldeia do interior profundo. Esperamos que no Novo Ano de 2019 a situação melhore um pouquinho…para podermos comemorar os 34 anos ao serviço do Regionalismo e da Música Portuguesa, na sua companhia amiga. Vamos resistir enquanto tivermos forças, em homenagem e preito de reconhecimento ao nosso fiel auditório, que muito nos tem ajudado desde 1985. Bem hajam e votos de excelente Ano Novo, sobretudo com saúde, paz, esperança e luz, não esquecendo as comunidades da diáspora, que nos acompanham, em todo o mundo, através do nosso site www.radiomonsanto.pt já com 9.397.034 de visitas.  

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IDANHA APROVA ORÇAMENTO DE 24 MILHÕES PARA 2019

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Escrito por RCM em 2018-12-03 10:10:07

IDANHA APROVA ORÇAMENTO DE 24 MILHÕES PARA 2019

  A Câmara de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, aprovou a proposta de orçamento para 2019, no valor de 24 milhões de euros, mais dois milhões face ao orçamento deste ano, foi hoje anunciado. O orçamento foi aprovado por maioria pelo executivo de maioria socialista, com o voto contra do vereador do PSD. Segundo o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, o orçamento para 2019 reflecte o investimento na captação de programas comunitários que o executivo conseguiu durante este ano. "2019 será um ano de muita exigência para a concretização dos projectos que temos em curso, nomeadamente no âmbito da economia verde e na afirmação de Idanha-a-Nova como biorregião", disse. O autarca adianta que vai ser um orçamento de continuidade e de afirmação da estratégia definida pelo município em áreas como a social ou a economia, com destaque para sectores como a educação, saúde e habitação. "Estamos apostados na captação de empresas inovadoras no sentido de criar mais riqueza e emprego e trazer e fixar mais famílias para o concelho", sustentou. Armindo Jacinto sublinha ainda o "forte investimento" que vai ser feito na habitação, sobretudo com a implementação de planos de acção para a reabilitação urbana em todas as freguesias de Idanha-a-Nova e não apenas na sede de concelho.  

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NÃO QUEREMOS SUBSÍDIOS DO ESTADO.

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Escrito por RCM em 2018-11-29 15:15:28

NÃO QUEREMOS SUBSÍDIOS DO ESTADO.

SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÓS, COMO RÁDIO LOCAL, NÃO QUEREMOS SUBSÍDIOS DO ESTADO. ................................................................................................. Queremos tão só e apenas que não nos castiguem com taxas e taxinhas, e cada dia com mais e mais exigências, inadmissíveis e absolutamente injustificadas. Até porque prestamos um SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA.   A Rádio Clube de Monsanto – A VOZ DA PORTUGALIDADE - tem um historial de 33 anos de sobrevivências com as maiores dificuldades financeiras e graves carências de recursos humanos. Simplesmente porque teimamos em resistir neste interior profundo e abandonado pelos mandantes do poder nacional e local. Estamos também a pagar o preço de sempre ter querido estar ao lado dos mais humildes, dos que lutam pela liberdade e pelos seus elementares direitos a uma digna vivência social. A liberdade é muito bonita…mas tem-nos dado muitas chatices. Mas queremos continuar a ser livres. Só não sabemos até quando temos forças para nos aguentar nesta dura batalha. Mas duma coisa temos a certeza: SÓ CAIREMOS DE PÉ. E se verdadeiramente quer ajudar a Comunicação Social, senhor Presidente da República, faça chegar este nosso angustiante apelo ao Governo que o senhor Professor Marcelo Rebelo de Sousa “teima em trazer ao colo”, com todo o devido respeito que nos merece o Supremo Magistrado da Nação.

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O MADEIRO EM PENAMACOR

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Escrito por RCM em 2018-11-22 09:36:09

O MADEIRO EM PENAMACOR

  Recorde-se o Penamacor Vila Madeiro ganhou fama de ser o maior do país. Todos os anos, com o aproximar do Natal, por todas as freguesias do concelho, os jovens em idade de cumprir o serviço militar unem-se para cortar e transportar os troncos que alimentarão a fogueira para aquecer o Menino Jesus. O grande monte de madeira, depositado no adro da igreja, é ateado ao cair da noite do dia 24, à excepção de Penamacor, que arde de 23 para 24, e mantém-se aceso durante vários dias. Depois da ceia de Natal, a população reúne-se em redor da fogueira, num gesto ritual de fraterno encontro. Em Penamacor, a chegada do Madeiro tem data marcada e o acto assume foros de festividade. De facto, no dia 8 de Dezembro, a população acorre generosamente à rua para saudar o cortejo de tractores e reboques, em número que procura sempre bater o antecedente, onde os jovens do ano, dantes só os rapazes e agora também as raparigas, empoleirados nos troncos, atiram à rebatina os frutos do ramo de laranjeira que a praxe manda trazer, cantando acompanhados à concertina.      

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