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INCÊNDIOS/SABUGAL: ASSOCIAÇÃO ABRE CONTA PARA AJUDAR AGRICULTORES

Escrito por Lusa / RCM em 2009-09-15 12:55:04

INCÊNDIOS/SABUGAL: ASSOCIAÇÃO ABRE CONTA PARA AJUDAR AGRICULTORES

Uma associação do Sabugal anunciou hoje a abertura de uma conta bancária para ajudar os agricultores que tiveram prejuízos com os incêndios registados no concelho entre 30 de Agosto e 2 de Setembro.
Segundo Natália Bispo, da direcção da Associação Sabugal Século XXI, na origem da decisão da abertura da conta solidária esteve “o drama que caiu sobre o concelho” e atingiu várias dezenas de agricultores, que ficaram sem alimentação para os animais.
Salientou que “está a haver ajudas por parte da Câmara e o Governo também já se prontificou a ajudar os agricultores, mas todas as ajudas são poucas”, o que justifica a iniciativa da associação.
De acordo com Natália Bispo, o dinheiro que for recolhido durante a campanha será investido, “numa primeira fase, na compra de rações para os animais”.
“Depois, se virmos que está tudo controlado nesse aspecto, também gostaríamos de participar na reflorestação da zona ardida, porque a nossa associação pretende valorizar o concelho do Sabugal e, de algum modo, contribuir para revitalizar a paisagem”, disse à Agência Lusa.
No entanto, apontou que “tudo vai depender do dinheiro que for angariado”.
A conta solidária, que foi aberta segunda-feira na Caixa de Crédito Agrícola, está acessível, em território nacional pelo NIB: 0045.4025.4023.1454.9251.5 e no estrangeiro pelas referências IBAN: PT50 – 0045 4025 4023 1454 9251.5 e SWIFT: CCMPTPL, indicou.
Aquela responsável contou que a Associação Sabugal Século XXI foi fundada há cerca de um ano, sendo constituída maioritariamente por antigos alunos do Colégio do Sabugal.
“A associação estava inactiva e esta situação foi o empurrão para a activar”, disse Natália Bispo, anunciando que “em breve será apresentada publicamente”.
Segundo a Câmara do Sabugal, os incêndios ocorridos no concelho destruíram uma área de cerca de 12 mil hectares e causaram prejuízos avaliados “entre sete a dez milhões de euros”.
Um levantamento efectuado pelos serviços municipais com a colaboração das Juntas de Freguesia refere que arderam 600 hectares de olival, 200 de vinha, dois mil hectares de lameiro e de pastagens, dois mil hectares de floresta (carvalhos, castanheiros, freixos e pinheiros), 500 colmeias e sete mil hectares de terrenos incultos.

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